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“Não consigo mais continuar com isso, não consigo mais fingir que nada está acontecendo, que nada está me afetando. Porque eu preciso só de alguns segundos para desmoronar. E as vezes, parece que eu carrego o peso do mundo nos ombros. Então eu me vejo tão pequena, segurando um peso que nem é meu. Confesso, que não aguento ter que suportar tanta coisa desmoronando sobre mim, sem ao menos um alguém para me concertar nas vezes que eu quebro. E quantas e quantas vezes eu passei madrugadas inteiras chorando pelos cantos, pensando em fugir, pensando em correr pra longe de tudo, de mim. Mas pra onde? Pra onde eu iria sem me sentir sufocada em meio a tantos devaneios que me confundem? Para falar a verdade, eu acho estranho me sentir assim, como se o resto do mundo tivesse virado as costas pra mim, como se a minha unica saída fosse ficar no mesmo lugar. Logo que eu sempre sorri — nem sempre de felicidade. Logo eu que sempre me mostrei forte, estava ali, caída no chão sem alguém para segurar a minha mão e dizer que tudo acabaria bem. Mas nunca, ninguém percebia. Muito menos se importava, muito menos se preocupava em saber se eu sorria de felicidade ou por obrigação. Eu não queria me machucar assim.    — percevejos

Não consigo mais continuar com isso, não consigo mais fingir que nada está acontecendo, que nada está me afetando. Porque eu preciso só de alguns segundos para desmoronar. E as vezes, parece que eu carrego o peso do mundo nos ombros. Então eu me vejo tão pequena, segurando um peso que nem é meu. Confesso, que não aguento ter que suportar tanta coisa desmoronando sobre mim, sem ao menos um alguém para me concertar nas vezes que eu quebro. E quantas e quantas vezes eu passei madrugadas inteiras chorando pelos cantos, pensando em fugir, pensando em correr pra longe de tudo, de mim. Mas pra onde? Pra onde eu iria sem me sentir sufocada em meio a tantos devaneios que me confundem? Para falar a verdade, eu acho estranho me sentir assim, como se o resto do mundo tivesse virado as costas pra mim, como se a minha unica saída fosse ficar no mesmo lugar. Logo que eu sempre sorri — nem sempre de felicidade. Logo eu que sempre me mostrei forte, estava ali, caída no chão sem alguém para segurar a minha mão e dizer que tudo acabaria bem. Mas nunca, ninguém percebia. Muito menos se importava, muito menos se preocupava em saber se eu sorria de felicidade ou por obrigação. Eu não queria me machucar assim.    — percevejos


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